quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O MEU "VALOR" É DO TAMANHO DA MINHA DEDICAÇÃO

Sergio Ferreira Pantaleão
Ainda que eu não queira ou ainda que eu pense que não estão reconhecendo o meu valor pelo que faço, na verdade o valor a mim atribuído é exatamente do tamanho da minha dedicação.
Ora, poderiam retrucar, "isso se você estivesse falando de uma empresa séria, com parâmetros claros de reconhecimento, com imparcialidades na tomada de decisões, bem como de gestores que reconhecessem em suas equipes o esforço de cada colaborador".
Atribuir a falta de reconhecimento à política da empresa ou a um Gerente ou Supervisor pode não ser a melhor justificativa para ficar estagnado. Para atribuir um valor ao que faço é necessário, antecipadamente, mensurar aquilo que faço e para quem eu faço, neste caso, a empresa.
Se a dedicação à empresa está próximo ou igual ao que considero ser o que apenas atende às expectativas, então não posso simplesmente reprovar o valor que a empresa atribui ao meu desempenho.
Parece complexo, mas é questão de bom senso. Dizer que é explorado pela empresa, mas continuar na "mesmice" é um jogo perigoso para a saúde e para a realização profissional.
Não podemos ficar inertes mesmo que a situação pareça confortável, com uma remuneração dentro dos padrões de mercado, com um cargo que não ofereça ameaças e em uma empresa que está longe de sofrer uma crise econômica.
Hodiernamente seria loucura pensar desta forma, principalmente na atual conjuntura econômica de crise que vive o país e o mundo, onde milhões estão buscando justamente o conforto de um emprego ou de um cargo público, seja por questão salarial, hierárquica ou de estabilidade.
Mas o fato é que muitas vezes nos acomodamos e apenas "representamos" um papel na empresa que, na verdade, não é o que gostaríamos de estar fazendo. Se isso é uma realidade, ainda que a empresa traga um "suposto" conforto financeiro, sair em busca de algo que possa lhe trazer desafios e ser reconhecido por isso pode valer mais a pena e trazer mais satisfação profissional do que permanecer como está.
Se o meu desempenho está além do que o cargo que ocupo exige ou se está abaixo do que deveria ser e por razões diversas não recebo nenhum aumento, são questões que cabem a cada um identificar e agir para que tal situação não se prolongue.
É preciso ser honesto consigo mesmo para responder tais questões e, se necessário, buscar ajuda de outro profissional (dentro ou fora da empresa) de modo a entender realmente o que está acontecendo.
Se a conclusão é de que precisa melhorar, é minha a responsabilidade de enfrentar os problemas apontados e buscar desenvolver novas habilidades e atitudes, encaminhando-se para um crescimento profissional na organização.
Por outro lado, se a conclusão é de que meu potencial não está sendo bem aproveitado no cargo atual, cabe a cada um fazer-se oportunizar dentro da organização ou, caso não vislumbre esta possibilidade, se preparar e buscar oportunidades externas.
O mercado parece saturado com inúmeras pessoas desempregadas dispostas a ocupar sua vaga pela metade do que você ganha, mas isso não é motivo para preocupação.
Melhor mesmo é promover a auto capacitação e desenvolver seu trabalho de forma a "mudar o macaco de ombro", atribuindo esta preocupação para a empresa, onde ela faça de tudo para mantê-lo no quadro e se preciso, promovê-lo para satisfazer sua ascensão profissional, sob pena de perdê-lo para o concorrente.
Não se deve buscar a sorte onde o que se exige são dedicação e competência. Cada qual se desenvolve na medida da sua vontade em querer crescer e se promover profissionalmente.
Enquanto muitos, que se acham sem sorte, estão em praias, baladas ou botecos criticando chefes e colegas de trabalho outros, chamados "afortunados", se abstêm de seu lazer para fazer cursos em finais de semana, pesquisando e desenvolvendo novas ferramentas e técnicas de trabalho, lendo livros que aprimoram seus conhecimentos e habilidades ou participando de cursos técnicos ou de especialização.
Passar 4 ou 5 anos frequentando os mais diversos tipos de diversões à noite e nos finais de semana com os amigos é muito fácil, mas passar o mesmo período para terminar uma faculdade, uma pós-graduação ou um curso de especialização parece impossível.
Não se pode generalizar as coisas a ponto de dizer que todos possuem condições para tanto, mas há uma grande parte que já se entregaram à idade, à condição de casado, a uma enfermidade na família, à condição financeira, enfim, a diversas desculpas as quais os deixaram "cegos" frente às oportunidades que pessoas exatamente iguais (financeira, social, familiar e etc.), enfrentaram e conseguiram alcançar.
Não se está buscando aqui uma aversão ao lazer ou ao conforto familiar, mas apontando apenas alguns "sacrifícios" que, feitos periodicamente, podem desencadear uma constante ascensão na carreira profissional e por conta disso, proporcionar maior conforto à família e realização de sonhos - pessoais ou profissionais - que pareciam impossíveis.
Sua situação atual pode não ser a que você deseja, mas não se deixe entregar, use-a como motivação para reverter este quadro e se aprimorar, se desenvolver para criar suas oportunidades e obter a profissão e o desempenho que você realmente almeja, de modo que o valor a eles atribuído seja apenas uma consequência de sua própria dedicação.

Sergio Ferreira Pantaleão é Advogado, Administrador, responsável técnico pelo Guia Trabalhista e autor de obras na área trabalhista e Previdenciária. Atualizado em 19/12/2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A SECA NO ESTADO DA BAHIA



Eng. Manoel Bomfim Ribeiro

A seca já se instalou nos sertões do estado da Bahia produzindo os seus efeitos negativos e nefastos sobre a economia dos agricultores.
Não é uma seca inusitada, mas prevista de longas datas pelos estudos do Instituto de Atividades Espaciais-(IAE) de São José dos Campos. Esta previsão foi chamada de“Prognóstico do Tempo a Longo Prazo” Baseia-se em interpolações e pesquisas cuidadosas fundamentadas no histórico pluviométrico da região nordeste. A cada 26 anos ocorre uma grande seca, como aconteceu a de 1979/84 quando o DNOCS e outros órgãos dos estados nordestinos receberam antecipadamente relatórios sigilosos analisando e alertando para o que iria ocorrer. Não é um modelo matemático na acepção do termo, mas um “Método Estatístico de Correlação,” estudo que passou a merecer toda a credibilidade dos técnicos e dos poderes administrativos.
Fizemos, pessoalmente e por curiosidade, uma regressão com o perfil senoidal das secas acontecidas desde a chegada de Tomé de Sousa ao Brasil. A coincidência foi magistral, a cada 26 anos a senóide entra no seu ramo descendente apontando exatamente as secas ocorridas na região em séculos passados. Exemplificamos só algumas: 1582/84-1777/80-1877/80-1930/ 33 1957/59 e por aí vai a ciclometria das secas
Não é uma equação, é um modelo que pode sofre alterações nas datas presumidas das secas para mais ou para menos devido à complexidade da trama atmosférica que foge aos domínios de técnicos, meteorologistas e cientistas. Esta seca instalada agora, sobretudo no estado da Bahia, promete durar todo o ano de 2012 e também por todo o ano de 2013.
Neste estudo procuramos mostrar o sistema ondulatório dos períodos de chuvas escassas indicando a projeção das estiagens que afligem a região.
Analisemos agora o Semi-Árido baiano.
O Semi-Árido dos quatro estados Ceará, Paraíba, R. G. do Norte e Pernambuco somam uma área total de 327.000 km² e o da Bahia sozinho tem área de 320.000 km², praticamente igual. Desde o final do século XIX aqueles estados começaram a luta pela geração de água construindo açudes de maneira obstinada. A seca de 1877/80 foi tirana ceifando 500.000 vidas, 10% da população nordestina que era na época de 5.000.000 de habitantes. Uma grande calamidade. Morriam de fome, sede, tifo, bexiga e outras endemias. Uma grande tragédia registrada na história do Nordeste e jamais esquecida.
Juntar água foi, então, o grande objetivo de todos os nordestinos uma vez que estes reservatórios se tornaram essenciais para melhorar os terríveis efeitos da seca. O açude é um núcleo de vida, de atividade social e econômica, sobretudo nos períodos calamitosos de secas.
A nucleação em torno da açudagem foi de tal importância que os nossos técnicos se tornaram os maiores barrageiros do mundo e ao logo do século XX construíram a maior rede de açudes do planeta Terra, mais de 70.000 açudes armazenando 40 bilhões de m³de água, volume igual a 16 baias da Guanabara. O sertão virou mar.
O Semi-Árido baiano, entretanto, ao longo do século XX, ficou totalmente esquecido pelos governantes apesar da sua mais baixa pluviosidade. Não participou da epopéia nordestina gerando e acumulando água para os períodos inditosos. Não tivemos um programa específico e determinado de construir uma estrutura hídrica.
O Estado já tinha tudo, “Cacau, Petróleo e Paulo Afonso, as riquezas da Bahia”, um jingle eleitoral. O cacau declinou, o petróleo, o maior produtor em terra, é, hoje, o R.G. do Norte e Paulo Afonso é de todo o Nordeste. Construímos, tão somente, cerca de 150 açudes de pequeno e médio porte armazenando 1 bilhão de m³. Toda nossa água armazenada cabe num único açude do Ceará, o Araras que acumula 1 bilhão de m³. Em 1882, há 130 anos passados, o Rio G. do Norte já tinha açude acumulando 600.000 m³ de água. Em 1934 o Ceará já armazenava 1 bilhão de m³ o que hoje acumula a Bahia.
O nosso Semi-Árido possui uma excelente rede filamentar de rios e riachos intermitentes podendo construir um portentoso programa de açudagem, mas nada foi feito.
Vejamos mais, o rio São Francisco banha 850 km no Estado pela margem esquerda, de Carinhanha a Casa Nova e 1300 km pela direita, de Malhada a Paulo Afonso. São mais de 2.000 kmlindeiros, mas não possuímos uma só adutora adentrando-se pelos nossos sertões. O estado de Sergipe, com 250 km de rio, tem 5 adutoras levando água aos seus municípios.
O Semi-Árido baiano se constitui, portanto, na maior solidão hidro geográfica do Brasil.
Não estamos preparados para enfrentar a grande seca de 2012/13. Os nossos administradores foram sempre absenteístas em relação a esta grande hinterlândia baiana. São 269 municípios, 57% da área do Estado carentes de estrutura hídrica.
O programa de cisternas é excelente para as famílias sertanejas, já é um avanço, mas é água domestica, mitiga a sede, mas não gera economia.
Temos, portanto, um Semi-Árido pobre, mas prenhe de riquezas naturais. A caatinga com suas 922 espécies botânicas é um bioma único no mundo. Por ser pouco explorada, esta grande área mantém ainda uma rica vegetação xerófila, verdadeiro baluarte contra a desertificação devido a sua intensa inflorescência para a perpetuação das espécies. Esta rica fitogeografia é um paraíso, o melhor do mundo para o desenvolvimento de um vigoroso programa de apicultura orgânica. O Semi-Árido baiano, este grande sertão dilatado, pode produzir cerca de 120.000 toneladas de mel por ano, três vezes o que todo o Brasil produz.
A faveleira, euforbiácea leguminosa, nativa dos nossos sertões, é, ainda, um diamante bruto da caatinga á espera de lapidação. Ela, sozinha, redimirá o Semi-Árido baiano com a produção de um finíssimo óleo de mesa que substituirá, com vantagens, o óleo de oliva, além da sua excelência como forrageira para caprinos, riquíssima em proteínas. Existem muitas outras riquezas naturais, mas permanecem inexploradas na estática do nada.
Estas potencialidades naturais da região não fazem, entretanto, nenhum progresso sem que haja o empenho da sociedade e dos poderes constituídos. O Semi-Árido setentrional está anos-luz á frente do baiano, preparado para a grande seca e nós aqui no estado da Bahia ainda estamos de calças curtas.

domingo, 9 de dezembro de 2012

SISTEMAS UTM, RTM E LTM


  1. Para que possamos utilizar um sistema métrico e plano cartesiano, temos que utilizar um sistema de projeção. A representação da rede geográfica sobre um plano necessita de cuidados especiais, tendo em vista que a superfície de um elipsóide, seja ele SAD-69 ou WGS-84, ao assumir uma forma plana irá sempre sofrer deformações.
  2. A projeção dos paralelos e dos meridianos na superfície interna de um cilindro, de um cone ou diretamente em um plano, foi a solução geométrica encontrada de modo a tornar mais fácil o entendimento das deformações. Estes são os três princípios geométricos básicos cujo resultado final pode ser obtido diretamente com a aplicação de fórmulas matemáticas.
  3. É comum as empresas que elaboram o cadastro técnico urbano apresentarem as plantas que compõem o cadastro na projeção cartográfica Universal Transversa de Mercator (UTM). O argumento para defender tal pratica é que os erros provenientes desse sistema de projeção cartográfica são inferiores aos erros provenientes de técnicas de levantamentos cadastrais. A principal vantagem na utilização desse sistema é com relação à facilidade para a integração com os dados provenientes de outros órgãos do município, sem que sejam necessárias transformações entre sistemas.
  4. As normas brasileiras relacionadas às redes de referências cadastrais – vinculadas às redes oficiais – estabelecem o sistema de amarração de levantamentos a um sistema único de coordenadas. Ao fixar as condições exigíveis para a sua implantação em áreas urbanas e rurais do município, permitem coordenadas em sistemas que vão desde o Sistema Topográfico Local até o Sistema de Projeção UTM, Regional Transverso de Mercator (RTM) e Local Transverso de Mercator (LTM).
  5. Adotar um sistema de coordenadas plano retangulares implica em amarrar todos os serviços topográficos de cadastro (infra-estrutura, fundiário, registros públicos, imobiliários, fiscais, etc.), de levantamentos topográficos para projetos, locações e gerenciamento de obras públicas e particulares, inclusive as built. Esses levantamentos usualmente destinam-se ao planejamento, geoprocessamento e estudos fundiários de propriedades, e são representados ao nível do mar, em coordenadas plano retangulares no sistema UTM. Em alguns casos, são utilizadas também as coordenadas RTM e LTM, para representações regionais e locais.
  6. Cabe esclarecer, em termos práticos, a precisão em relação à escala para cada um desses sistemas (UTM, RTM e LTM). O intuito não é explicar o que é um sistema de projeção e como ele funciona, mas mostrar suas limitações, visto que em projetos ligados à geoinformação esses são os sistemas de projeção mais utilizados.
  7. O sistema de projeção UTM foi adotado pelo serviço de cartografia do Exército dos Estados Unidos em 1947, para designar a projeção utilizada na elaboração em grande escala de mapas militares na Segunda Guerra Mundial. Os mapas elaborados deveriam atender aos critérios específicos, discriminados a seguir:
  8. - Conformidade (manter a forma), para minimizar erros direcionais;
  9. - “Continuidade” das áreas cobertas, com um número mínimo de zonas;
  10. - Erros de escala causados pela projeção sem exceder uma tolerância especificada;
  11. - Referência única para o sistema de coordenadas planas para todas as zonas;
  12. - Fórmulas de transformação de uma zona para outra uniforme, para um elipsóide de referência;
  13. - Convergência meridiana sem exceder cinco graus.


  14. A União Geodésica e Geofísica Internacional (UGGI) recomendou, em 1951, essa projeção para ser aplicada no mundo inteiro. A recomendação foi seguida pelo Brasil a partir de 1955, quando foi adotada para o mapeamento sistemático nacional. Essa projeção, do ponto de vista do método construtivo de elaboração, é classificada como analítica; de acordo com a superfície adotada é ordenada por desenvolvimento, sendo a superfície desenvolvível um cilindro transverso secante ao elipsóide; e, segundo a propriedade que conserva, é classificada como conforme.
  15. O cilindro, ao ser transverso, tem seu eixo contido no plano do Equador, por ser secante tem seu diâmetro menor que o elipsóide e, conseqüentemente, gera duas linhas de contato entre o cilindro e o elipsóide. Ao se aplicar essa projeção, os pontos que estão teoricamente localizados sobre o elipsóide são projetados sobre o cilindro secante e, posteriormente, o cilindro é desenvolvido em um plano. Os pontos a mapear ficam limitados a uma parte do modelo, chamado fuso.
  16. O sistema de projeção UTM é o mais utilizado no Brasil. Sua amplitude é de 6º de longitude, formando um conjunto de 60 fusos UTM no recobrimento terrestre total. Os fusos são numerados a partir do Anti-meridiano de Greenwich (longitude -180º) e de oeste para leste. No Brasil temos oito fusos para o recobrimento total do território, do fuso 18, passando pela ponta do Acre, até o fuso 25, passando por Fernando de Noronha.
  17. Os fusos não são contínuos, havendo replicação de um mesmo ponto em mais de um fuso, o que para um mapeamento é inconcebível. Cada fuso terá que montar um sistema próprio, orientado pelo número do fuso ou pelo Meridiano Central. Apenas os estados de Santa Catarina, Espírito Santo, Sergipe e Ceará estão totalmente dentro de um único fuso.

  18. Em áreas abrangidas por três fusos podemos ter três soluções:
  19. - Trabalhar como dois mapeamentos distintos, caso a área seja muito grande, uma vez que os fusos mapeados não são contíguos;
  20. - Extrapolar o fuso em até 30’ na tentativa de abranger toda a área, o que equivale a aproximadamente 55 km no Equador; ou
  21. - Existe ainda a possibilidade de adotar outro sistema de projeção quando trabalhamos com grandes áreas (mais de um fuso UTM).
  22. Em relação à deformação sofrida, quando projetado um sistema de referência (SAD69 ou WGS-84), temos o chamado fator de escala K, que se trata de um coeficiente de deformação linear, que é a relação entre um comprimento na projeção (cilindro) e o seu correspondente no elipsóide. O fator de escala K, ou coeficiente de redução de escala, é variável conforme o afastamento em relação ao Meridiano Central. As distâncias medidas no terreno, para serem projetadas, devem ser multiplicadas pelo fator correspondente à região onde está sendo efetuada a medida.
  23. Em muitos países, o mapeamento urbano não é efetuado no sistema UTM, em função das distorções lineares que o mesmo acarreta no mapa, principalmente nos limites do fuso. Para minimizar esse problema, temos os sistemas LTM e RTM, os quais proporcionam o mapeamento de áreas urbanas em grande escala, diminuindo os erros de distorções cometidos pelo sistema UTM. Esses sistemas utilizam fuso de 2º, conhecido como Regional Transverso de Mercator (RTM) e fuso de 1º, conhecido como Local Transverso de Mercator (LTM).
  24. O sistema RTM é utilizado para evitar a transposição de fuso quando a região é próxima ao final do fuso de 1º (LTM).

  25. Características do Sistema RTM:
  26. - Fuso de 2 graus;
  27. - Meridiano Central nas longitudes ímpares;
  28. - K0=0,999995;
  29. - N=5.000.000 – N’ (hemisfério sul);
  30. - E=400.000 ± E’ (+E’ se o ponto se encontrar a oeste do MC e – E’ se o ponto se encontrar a leste do MC).
  31. Características do Sistema LTM:
  32. - Fuso de 1 grau;
  33. - Meridiano Central nas longitudes de meio grau;
  34. - K0=0,999995;
  35. - N=5.000.000 – N’ (hemisfério sul);
  36. - E=200.000 ± E’ (+E’ se o ponto se encontrar a oeste do MC e – E’ se o ponto se encontrar a leste do MC).
  37. As coordenadas do sistema de projeção UTM produzem no meridiano central uma deformação linear que conduz a uma precisão de 1:2.500, já as do sistema LTM 1:200.000. Nos outros pontos do fuso essa precisão varia, sendo que no meridiano de secância não há deformação. Sabendo-se do comportamento da variação da precisão, pode-se, com a finalidade de resolver determinados tipos de problemas, escolher o sistema UTM ou LTM, ou então efetuar alguma modificação nesses.
  38. Tomando um exemplo numérico, temos que para um afastamento de até 5.500 metros do meridiano de secância a precisão é superior a 1:40.000. Assim, se for considerado que essa precisão é suficiente para trabalhos em que se pode extrair informações das coordenadas e estas podem ser tratadas sem deformação, o sistema UTM é utilizável trabalhando-se na faixa originária (meridiano de secância) de um desenvolvimento em longitude de até 11 quilômetros (5.500 m para cada lado). Se a região não estiver nessa faixa (próxima do meridiano de secância), para a posição usual de um fuso, pode-se fazer uma rotação, levando-se o meridiano de secância para o centro da região. Assim, trabalha-se com um fuso particular, podendo-se constituir um fuso regional (RTM).

  39. O sistema de projeção LTM trará menor deformação, pois é este sistema que possui o fuso com menor amplitude e estará mais próximo do elipsóide.
  40. O sistema de projeção UTM se destaca pelo fato de um fuso abranger grandes áreas (aproximadamente 670 km no sentido leste-oeste), porém possui grandes deformações totais. Outro cuidado é em relação às grandes áreas situadas na transição de fusos UTM.

  41. Os profissionais ligados a levantamentos topográficos e geodésicos de áreas onde a informação precisa ser representada em um plano, devem dominar com desenvoltura os sistemas de projeção UTM, LTM e RTM, afim de que se tenha condições de decidir sobre o uso daquele que melhor resolve problemas de mensuração, seja o cálculo de uma distância ou de uma área, por exemplo.
  42. O Datum (Sirgas2000), já está definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É muito importante que os órgãos estatais definam o sistema de projeção e normatizem os procedimentos a serem adotados para os projetos e obras, além de fiscalizarem os procedimentos junto aos projetos e obras contratados.
  43. Fonte: Wilson Holler - Engenheiro cartógrafo da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), Consultor em geotecnologias, <geoquality@gmail.com>.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Abandono nas obras da Trasnposição do São Francisco a








NOVA ORTOGRAFIA: BEM-VINDO

NOVA ORTOGRAFIA: BEM-VINDO

Outro dia, alguém me questionou sobre a ortografia da palavra "bem-vindo", pois a tem encontrado escrita de diferentes formas: benvindo; bem vindo...

Pela nova ortografia, não houve mudança na escrita dessa palavra, ou seja, continua valendo a forma: BEM-VINDO.

Vale lembrar que é bom ficar atento à concordância dela: 
Sejam todos bem-vindos.
Revistas são bem-vindas.
Uma gratificação será bem-vinda.
Um prêmio é sempre bem-vindo.

Mas, quanto à questão do hífen, vejamos o que diz o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO, na base XV: 

Emprega-se o hífen nos compostos com advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário de mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado, bem-criado(cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-mandado (cf. malmandado), bem-nascido (cf. malnascido), bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (malvisto). Obs.: em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc."

Portanto, o elemento "bem" merece uma atenção especial nas palavras compostas em que o segundo elemento se inicia por consoante. É sempre bom consultar um dicionário.
Veja mais alguns exemplos: bem-vestido, bem-vindo, bem-vestir, bem-casados, bem-comportado, bem-conceituado, bem-falado, bem-merecido, bem-querer, bem-sucedido etc.

OBSERVAÇÃO: escreve-se "bem-vindo" (hifenizado) também para diferenciar de "Benvindo" - nome próprio. Fonte de Consulta: Vocabulário Ortográfico da língua portuguesa/Academia Brasileira de Letras. 5ª edição, São Paulo: Global, 2009, p. 112 e 113.
 

Nova Tabela de Infrações de Trânsito


A partir de janeiro de 2013
- Tabela de Infrações de Trânsito -
(v. sigla das penalidades no final)

:: Infrações Leves
PONTOS
MULTA
PENALIDADES
INFRAÇÕES
3
R$ 53,20

Usar luz alta em via iluminada
3
R$ 53,20

Buzinar Prolongadamente entre 22 e 6 horas
3
R$ 53,20

Ultrapassar veículos em cortejo
3
R$ 53,20
RT
conduzir sem portar documentos obrigatórios
3
R$ 53,20

Estacionar afastado mais de 50 cm da calçada


:: Infrações Médias
PONTOS
MULTA
PENALIDADES
INFRAÇÕES
4
R$ 86,13

Atirar lixo na via Pública
4
R$ 86,13

Dirigir com fone de ouvido ou celular
4
R$ 86,13
RV
Parar por falta de combustível
4
R$ 86,13
RV
Estacionar a menos de 5 metros da esquina
4
R$ 86,13

Dirigir com uma só mão
4
R$ 86,13

Dirigir com o braço do lado de fora
4
R$ 86,13

Estacionar na contra mão
4
R$ 86,13

Excesso de Velocidade até 20% acima da rodovia / trânsito rápido ou 50% acima da via de trânsito local


:: Infrações Graves
PONTOS
MULTA
PENALIDADES
INFRAÇÕES
5
R$ 127,69

Conversão a direita ou esquerda proibida
5
R$ 127,69
RT
Veiculo sem acionar limpador de para brisa na chuva
5
R$ 127,69
RT
Motorista ou Passageiro sem cinto de segurança
5
R$ 127,69
RV
Estacionar na calçada
5
R$ 127,69
RV
Estacionar em fila dupla
5
R$ 127,69

Não transferir o veículo em 30 dias
5
R$ 127,69

Não manter distância lateral ou frontal
5
R$ 127,69

Seguir veiculo urgência (Bombeiro, Ambulância, Polícia)
5
R$ 127,69
RT
Conduz. veiculo em mau estado de conservação
5
R$ 127,69
RT
Veiculo expelindo fumaça ou gás nível superior ao permitido
5
R$ 127,69

Conversão em locais proibidos
5
R$ 127,69

Não dar seta para conversão
5
R$ 127,69

Ultrapassar pelo acostamento
5
R$ 127,69

Transitar em marcha a ré em trechos longos ou com perigo
5
R$ 127,69
RV
Estacionar viadutos / túneis / pontes
5
R$ 127,69

Ultrapassar veiculo em fila ou sinal
5
R$ 127,69
RT
Não usar cinto de segurança
5
R$ 127,69
RT
Farol desregulado ou luz alta


:: Infrações Gravíssimas
PONTOS
MULTA
PENALIDADES
INFRAÇÕES
7
R$ 574,00
AV
Dirigir sem ser habilitado
7
R$ 957,70
AV
Dirigir com CNH Cassada ou suspensa
7
R$ 191,54
AV
Dirigir com CNH vencida a mais de 30 dias
7
R$ 191,54
RC+RT
Dirigir sem óculos obrigatório
7
R$ 957,70
CCNH+RT+RV+SDD+DET
Dirigir sob efeito de álcool ou outro entorpecente
7
R$ 191,54
RT
Entregar veículo a pessoa sem condições
7
R$ 191,54
RT
Transportar criança sem proteção
7
R$ 191,54
RC+RT+SDD+RDH
Dirigir ameaçando pedestres
7
R$ 957,70
SDD+AV+RV+CCNH+DET
Promover ou participar de competição, exibição, rachas e demonstração de perícia
7
R$ 574,52
AV+RV+SDD+RC
Velocidade acima de 50% da máxima permitida
7
R$ 957,70
DD+RV+RC+DET
Não prestar socorro à vítima
7
R$ 191,54
RV
Estacionar na pista das estradas
7
R$ 191,54

Transitar pela contra mão em vias de sentido único
7
R$ 492,00

Transitar pela calçada, ciclovia, etc
7
R$ 191,54

Retorno proibido
7
R$ 191,54

Avançar sinal vermelho
7
R$ 191,54

Não dar preferência pedestre na faixa
7
R$ 191,54
AV+RT
Passageiro no compartimento carga
7
R$ 191,54
SDD+RC
Conduzir moto sem capacete
7
R$ 191,54
SDD+RC
Passageiro da moto sem capacete
7
R$ 191,54
SDD+RC
Conduzir moto com farol apagado
7
R$ 191,54
AV+RV+SDD+RC
Transpor bloqueio policial
7
R$ 191,54

Não reduzir velocidade perto de escola, etc.
7
R$ 191,54
AV
Veículo sem placa ou licenciamento
7
R$ 191,54
RV
Dirigir/exibir manobra perigosa
7
R$ 191,54

Não dar passagem a Bombeiros, Ambulância.
7
R$ 191,54

Ultrapassar pela contramão, etc
7
R$ 191,54
AV+RV
Bloquear via com o veículo

SIGLAS DAS PENALIDADES
AV = Apreensão de veículo
CNH = Carteira Nac. de Habilitação
CCNH = Cassação da CNH
DET = Detenção de 6 meses a 3 anos
RC = Retenção da CNH
RDH = Recolhim. do docto. de habilitação
RT = Retenção do veículo
RV = Remoção do veículo
SDD = Suspensão do direito de dirigir

  "A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem;
a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las".